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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Criatividade - Já não estamos cheios disso?

Minha formação foi na área técnica. Primeiro o curso técnico em eletrônica. Depois a engenharia de produção elétrica, seguida pelo mestrado em engenharia de produção. Em toda essa formação acadêmica o tema criatividade nunca foi destaque.

Apenas uma área da engenharia de produção usava a criatividade como insumo, a disciplina Projeto de Produto. E foi justamente nessa disciplina que iniciei minha atuação como professor de ensino superior, em 2005. Tive então que estudar mais a fundo o tema criatividade.

Hoje procuro incluir o tema criatividade em todas as ações de educação nas quais atuo como facilitador de aprendizagem. Seja na educação corporativa ou em disciplinas de graduação e pós-graduação. E vejo que mesmo hoje, na denominada "era do conhecimento" de uma forma geral pessoas e organizações ainda não dão a devida importãncia à competência criatividade.

Aqui faço uma pausa para contar um causo. Dia desses conversava com meu filho, quando perguntei qual a profissão do pai de uma colega de escola dele. Ele disse que havia perguntado para o tal colega que havia dito que não sabia com o que o pai dele trabalhava. Então perguntei: e você sabe com o que eu trabalho? Sem nem piscar meu filho respondeu: criatividade e inovação. Fiquei surpreso, já que meu trabalho "principal" está longe disso, mas aí pensei que essa "impressão" é devido à frequência com a qual trato o tema, inclusive em casa.  

Já fiz outros posts aqui no Blog sobre o tema criatividade, e vamos seguir tratando no tema, sempre que surgir alguma novidade. Aproveito então para compartilhar infográfico sobre criatividade criado pela colega administradora Gisele Teixeira, com base na parte "conceitual" da nossa última Oficina da Criatividade.

E vocês, tem alguma situação interessante ou material sobre criatividade para compartilhar? Deixe seu registro nos comentários.


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A ferramenta MESCRAI II - Uso em Serviços


Direcionando a criatividade

Quando se reúne um grupo para usar o potencial criativo para gerar novas soluções, não raro ouve-se aquele "ruído de grilos". 

Um bom ponto de partida, principalmente quando o objetivo é gerar novos produtos a partir de um existente é aplicar a ferramenta MESCRAI (também conhecida como SCAMPER, a partir do acrônimo em inglês). 

A ideia é direcionar as ideias para vários tipos de alterações, e depois tentar combinar as possibilidades para gerar novos conceitos que proporcionem uma melhor experiência de uso. 

Cada letra da sigla MESCRAI é uma possibilidade de alteração do produto:

MESCRAI
Modificar (aumentar, diminuir, curvar)
Eliminar (eliminar itens, peça única ao invés de várias)
Substituir (materiais, cores, acabamento)
Combinar (mais de uma função no mesmo produto)
Rearranjar (mudar a posição ou movimento dos itens)
Adaptar (adaptar para outros usos, ou para limitações do usuário ou do ambiente)
Inverter (de interno para externo, vertical para horizontal, claro para escuro). 

Para ficar mais claro, vamos ver um exemplo. 

Exemplo: biblioteca escolar.

Considere uma biblioteca escolar de pequeno porte, de escola de nível médio, que é usada principalmente no início e intervalo das aulas. Portanto há um tempo curto de utilização. Neste contexto há forte “concorrência”. Concorre com as conversas e brincadeiras no pátio, com a lanchonete, com os smartphones. É preciso então que seja algo atrativo para os usuários.



Figura 1. A biblioteca original.
Fonte: https://www.folhaonline.es/acao-voluntaria-permite-escola-implantar-biblioteca/biblioteca-escolar/



Figura 2. MODIFICAR: Alterar cadeiras e decoração. Benefício:  maior conforto e atratividade.
Fonte: https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticias/biblioteca-publica-do-rio-ganha-usina-de-energia-solar-e-reduz-conta-em-30



Figura 3. ELIMINAR: Eliminar cadeiras. Benefícios:  reduzir despesa e aumentar espaço, já que são pouco usadas pelo curto período de permanência dos usuários.
Fonte: http://www.archiexpo.com/pt/prod/mobles-114-editions/product-49634-660636.html



Figura 4. SUBSTITUIR: Iluminação artificial por natural. Benefícios: reduzir custo e tornar ambiente mais agradável. 
Fonte: http://www.dabus.com.br/blog/2015/08/importancia-iluminacao-arquitetura-escolar/



Figura 5. COMBINAR: Função biblioteca + área para brincar. Benefícios: aumentar atratividade e tempo de permanência. 



Figura 6. REARRANJAR: Expor livros com a capa para frente. Benefício: facilitar escolha e tornar mais atrativos.  
Fonte: http://necpinguinho.com.br/2012/areavisitante/?sessao=visitante&link=biblioteca:index




Figura 7. ADAPTAR: Adaptar a biblioteca em termos de estrutura e atividades para que atenda também o idoso. Benefícios: servir ao idoso e aproximar jovens de idosos.
Fonte: https://spleituras.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Notas4-web.pdf



Figura 8. INVERTER: Se usuário não vai à biblioteca, biblioteca vai até o usuário. Benefícios: incentivo à leitura, facilitar acesso para o usuário. 
Fonte: http://www.blogleituravirtual.com/2015/09/mes-de-aniversario-bibliotecas-ao-ar.html




Que tal praticar com um produto que está bem aí ao seu redor? 


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A dificuldade de inovar

Se alguém disser que inovar é fácil, corra com ele!

Conversando com uma amiga sobre trabalho, ela disse que estava parecendo um cachorro correndo atrás do rabo - expressão que denuncia a idade. Não que a novíssima geração não conheça cachorro, ou rabo, mas é que pouco se usa hoje em dia (ou não?). 

gr4
Fonte: https://vespeiro.com/tag/joaquim-levy/page/2/

O que essa amiga quis dizer é que ela passa boa parte do dia de trabalho resolvendo "complicações" causadas por controles excessivos, falta de autonomia, falhas de planejamento, cumprimento de procedimentos não revistos há anos. Ou seja: atividade que não agregam valor! Aquelas que não significam nada para o cliente/usuário/cidadão. Como um cachorro correndo atrás do rabo as pessoas vivem de mudanças "360º", trabalhando para os processos, em um limbo entre a hierarquia e a burocracia. Uma grande barreira para a motivação, que é um dos pilares da inovação!

E aí, onde encontrar tempo para inovar, diante de tantar "urgências"? Perde-se tempo com o que é urgente, falta tempo para o que é importante! Já falamos sobre isso aqui no blog, dá uma relembrada aqui

É, inovar não é fácil! O que é um grande problema, se o negócio no qual a organização está inserida demanda inovação - e qual negócio não exige inovação atualmente. Mas há certos "profetas" que dizem que basta usar a ferramenta X, a abordagem Y, e "seus problemas acabaram", estilo Organizações Tabajára (ops ... denúncia de idade novamente). 

Mas não pense que não há solução. É possível sim, mudar a situação, tornar a organização provedora de experiências positivas e marcantes para as pessoas que dela recebem algum produto (bem ou serviço) e para quem nela trabalha. E embora existam vários caminhos para se chegar a um estado onde a inovação faça parte do DNA da organização, acredito que a busca da simplicidade, e o uso de abordagens centradas no ser humano fazem parte dessa trajetória. 

Sobre simplicidade na gestão, uma dica de leitura é As Seis Regras Simples, de Yves Morieux & Peter Tollman. E sobre abordagens centradas no ser humando, aqui no Blog já falamos sobre o Design Thinking, dá uma olhadinha aqui

E aí, o que acha? Muita bobagem ou faz sentido para você? Comente aqui no blog. 


sábado, 21 de abril de 2018

Hoje, 21/04, é o Dia Mundial da Criatividade!



Somos criativos? Conseguimos aplicar o potencial criativo na vida e no trabalho? Sabemos reconhecer as barreiras afetam a expressão e aplicação da criatividade?

Dá uma olhada no post no blog da WeGov - Espaço de Aprendizado em Governo sobre o tema barreiras da criatividade:
http://www.wegov.net.br/eliminando-barreiras-que-afetam-o-pensar-criativo/

Veja abaixo sua cidade tem alguma programação para o Dia Mundial da Criatividade!

http://www.diamundialdacriatividade.com.br/programacao




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Prototipagem de serviços

A importância e as particularidades da prototipagem de serviços *




Diferente de um bem (item tangível), o serviço sendo uma experiência precisa ser vivido pelo usuário. Mostre um protótipo físico para um potencial usuário e ele vai poder manipular, testar, e dar feedback facilmente. Pode-se ainda modelar o produto tangivel, com imagens 3D detalhadas. A prototipação de um serviço em algumas situações não é tão fácil, e aí a criatividade conta muito, com a necessidade de trazer alguma tangibilidade para o intangível, focando nos principais pontos de contato do usuário durante a participação no serviço. Quer saber mais sobre protitipagem, ficam as sugestões de leitura: Post sobre prototipagem no blog da MJV no contexto do design thinking: https://lnkd.in/dNWFvW9 6 Dicas da IDEO para Prototipar Serviços https://lnkd.in/d2_4k-9 Dissertação sobre o tema: https://lnkd.in/dnC-mnE * Este texto também está publicado no LinkedIN:
https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6371667654863777792


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Boas falhas!

Que tal falhar mais em 2018?


Pô que cara estranho, ao invés de desejar um feliz ano novo me vem com esse papo de falhas?

Deixe-me então explicar.

Vamos pensar em falha como tentativa mal sucedida. Algo que se tentou e não deu certo. Se você falhar rápido, logo no início, e voltar para a "prancheta" para corrigir o que não deu certo você terá algo melhor que a proposta inicial, e com insigths obtidos de exposição de algo tangível. Então você mostra novamente para as pessoas, registra tudo o que disseram que não está muito legal (o que falhou) e redesenha.

   Define - Avalia - Falha - Aprendizado - Melhoria ...

      Define - Avalia - Falha - Aprendizado - Melhoria ...

Incluir a etapa falha como etapa parece estranho, não? Eu pelo menos acho. Mas vejo duas implicações positivas:
- Todos passam a ver a falha como algo inerente ao processo.
- Ao se expor a ideia-conceito-protótipo para as pessoas fica claro que o foco da avaliação é o registro de falhas, sendo falha qualquer coisa que tire o sorriso do rosto das pessoas (cliente, usuário).

Para quem gosta de siglas pode chamar de DAFAM. E quando a funcionalidade ou a totalidade não tiver mais falhas (ao menos não seja possível identificar) basta pular o passo.

Então que tal uma retrospetiva de 2017, mas não foque nas suas vitórias, nos projetos que resultaram em sucesso, busque relembrar as falhas, das pequenas até aquelas que trouxeram transtorno na sua vida profissional, que é nosso foco aqui.

Então, se você não consegue se recordar de nada que realizou ou de ação na qual participou que falhou, exigindo voltar etapas atrás para incorporar o aprendizado com as falhas, bem então temos duas opções.

Ou você foi muito eficiente, e acertou sempre de primeira, ou então você só fez no máximo "mais do mesmo", não criou nada diferente, não correu nenhum risco. E se esta segunda opção é o seu caso, sem problema nenhum, desde que aqueles para quem você trabalha, seus clientes, seus usuários, também esteja plenamente satisfeitos com a situação atual - mas neste caso a notícia ruim é que as pessoas estão cada vez mais exigentes e ansiosas por novidades!

E não estamos aqui promovendo uma cultura da aceitação da falha, de forma semelhante ao incentivo à gambiarra na abertura das Olimpíadas do Rio. O que se sugere é apresentar a proposta de inovação logo no início da formulação das ideias, usando o conceito de MVP, adotando um processo de interativo e iterativo com base na prototipagem rápida e barata. A proposta é falhar rápido para não falhar na oferta do bem ou serviço ao cliente.

E então, que tal falhar mais em 2018 na tentativa de realmente inovar?

Quer saber mais?

Texto interessante do InnovationManagement SE:
http://www.innovationmanagement.se/2016/03/21/how-to-turn-a-failure-into-a-wild-success/

Um vídeo curtinho e legal sobre falhar rápido (fail faster), voltado para o design de games mas que vale para qualquer situação:
https://www.youtube.com/watch?v=rDjrOaoHz9s

Uma palestra TED sobre Fast Failure, onde o palestrante inicia dizendo que é um "especialista em falhas":
https://www.youtube.com/watch?v=xSj4z-VLVOk&t=490s

Um abraço,

Paulo Manoel Dias
engpaulodias@yahoo.com.br






quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Gestão da Inovação - O que estamos fazendo


LINHA DO TEMPO DE ATUAÇÃO EM GESTÃO DA INOVAÇÃO

Paulo Manoel Dias

Resolvi registrar aqui no Blog alguns projetos nos quais me envolvi na área de gestão da inovação. Já se vão 8 anos aprendendo e praticando. 

2010 – Criação do Blog Ferramentas para inovar
52000 visitas (atualizado em 05/10/2017 – 09:41)

2012 - Consultoria em Gestão da Inovação
Consultoria em gestão da inovação para a empresa Involves: avaliação do nível de maturidade em gestão da inovação, diagnóstico da prática de gestão da inovação, disseminação de conceitos fundamentais sobre inovação

2014 – Uso da abordagem do desing thinking no curso de engenharia de produção da SOCIESC, disciplina introdução à engenharia de produção (1ª fase do curso). Um dos trabalhos dos alunos acessível em:

2015 – Professor no curso de Gestão da Inovação Enova-Abimaq. 
Segunda versão do curso de 2011. 
Disciplinas introdução à gestão da inovação, viabilidade da inovação, gestão da inovação e método aprender a crescer. Curso EAD com conteúdo escrito e vídeos.  

2017 – Avaliados de artigos submetidos à Revistas Navus (Revista de Gestão e Tecnologia do SENAC), área gestão da inovação.

2017 – Parecerista de artigos submetidos à Revista Brasileira de Gestão e Inovação.

2017 – Participação como membro da equipe dos Correios no programa HubGov, programa interinstitucional de inovação em gestão pública.

2017 - Facilitador da Oficina de Design Thinking nos Correios na área de educação corporativa, junto com Adriana Aquini. 12 horas. 
 Nossa entrega: proposta do aplicativo EstoAqui, para melhorar a experiência do cliente dos Correios na atualização do endereço. Atualmente em avaliação corporativa da continuidade do desenvolvimento.

2017 - Membro do grupo gestor do Connect, espaço do conhecimento dos Correios. 
Sobre o Connect leia em:
http://www.wegov.net.br/inauguracao-connectlab/